Veja os alimentos que amamos e que estão em risco de extinção

Por: | 14:04 Deixe um comentário
Ddessa vez achamos uma lista com mais de 750 produtos alimentícios, de 48 países, que estão ameaçados de sumir do planeta. O levantamento que anuncia esta lamentável notícia foi batizado de Arca do Gosto, e foi feito pela ONG internacional Slow Food.
“Além do risco de sumir do mapa, para estar na lista, o alimento deve ter excelência gastronômica – rico em cheiro, sabor e textura, estar ligado ao contexto e à memória de uma comunidade, ser feito de modo artesanal e, de preferência, sustentável”, diz a nutricionista Neide Rigo, membro da comissão brasileira que analisa a entrada de produtos na lista de extinção. As principais razões que levam um alimento à zona de risco são: perda da tradição no modo de preparo; produção complexa; coleta não sustentável; localização do produto em área devastada; e desinteresse mercadológico, que faz com que produtores desistam de cultivar determinadas espécies.
Abaixo segue uma lista com os principais alimentos – dentro os mais de 700 – que estão em risco de extinção, começando com os brasileiros:

- Marmelada de Santa Luzia, Brasil

marmelada de santa luzia
Surgiu em comunidades de descendentes de escravos na região de Luiziânia, Goiás. Desde o século 17, a receita é passada de geração a geração, e hoje está nas mãos de 30 famílias. O volume de produção é pouco, atendendo regiões vizinhas.

- Aratu, Brasil

arutu
O caranguejo vermelho está cada vez mais raro nos mangues de Sergipe. Isso se deve à captura de aratus pequenos e fêmeas em fase reprodutiva. Toxinas liberadas pela ração dada a camarões criados na região também estão contribuindo para a extinção dos aratus.

- Palmito-juçara, Brasil

palmito-jucara
A variedade de palmito mais ameaçada cresce em áreas de mata Atlântica no Sul e no Sudeste do país. Extraído de modo predatório há décadas, o alimento só não desapareceu por causa do plantio de palmeiras juçara em reservas indígenas.

- Aspargo Violeta Albenga, Itália

ASPARGO VIOLETA DE ALBENGA
Esta variedade demora para ser colhida e requer técnicas de cultivo e colheita que a encarecem, diminuindo o interesse dos produtores. Em 1930, chegou a ser cultivado em mais de 300 hectares. Nos anos 2000, a área não passa de 10 hectares.

- Hidromel, Polônia

hidromel
A bebida caseira, feita com uma parte de água e duas de mel, se parece com um vinho licoroso. Apenas um produtor segue a antiga receita, aprendida com a mãe. O hidromel deve envelhecer por até sete anos antes de ser servido.

- Maçã Esperiega, Espanha

maçã esperiga
A partir dos anos 70, o comércio local passou a lucrar mais com maçãs vindas dos EUA e as Esperiega foram sumindo. Graças a um grupo de jovens agricultores, a variedade está sendo reintroduzida no mercado.

- Cacau Barlavento, Venezuela

cacau barlavento
Além da concorrência dos cacaus da Indonésia e da Malásia, uma enchente destruiu um terço de sua área produtiva. De importância histórica para comunidades indígenas venezuelanas, o alimento ainda é produzido em pequena quantidade.

- Cebola Sapporokii, Japão

CEBOLA SAPPOROKII
O cultivo requer colocar sementes em uma estufa, transplantá-las na terra e colhê-las após sete meses. Além do longo e custoso processo, a variedade é vulnerável a doenças. Dos 70 mil hectares cultivados nos anos 70, restam 20 mil.

- Melão de Montreal, Canadá

melão de montreal
Até meados dos anos 90 achava-se que a fruta estivesse extinta. Como o cultivo requer cuidados intensivos e transporte especial para frutas grandes e frágeis, o mercado passou a preferir espécies menos complicadas e mais baratas.

- Cheddar Artesanal Somerset, Inglaterra

CHEDDAR ARTESANAL SOMERSET
Este cheddar é feito com leite cru e uma bactéria típica de Somerset. A procura começou a cair nos anos 50, com o uso de leite pasteurizado na produção local de queijos. Só 5% dos produtores seguem a tradição no preparo.

- Merken, Chile

merken chile
Esta pimenta vermelha defumada já foi muito popular entre os chilenos. As novas gerações não dão mais tanto valor ao produto por enxergá-lo como sinônimo de pobreza e de influências indianas no país
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Além deste alimentos que mencionamos, encontramos uma lista com alguns alimentos nacionais que também estão com risco de extinção, dentre eles estão: umbu – fruta do Nordeste -, arroz vermelho, néctar de abelha, castanha de baru, palmito-babaçu e o pirarucu – peixe amazônico.
E você, leitor, gosta de algum alimento mencionado acima? Compartilhe a sua resposta conosco abaixo nos comentários.

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